Mostrando postagens com marcador ABORTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ABORTO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Estatísticas do aborto no mundo


Numero de abortos por ano: entre 46 a 55 milhões
Numero de abortos por dia: aproximadamente 126.000
Onde ocorrem
78% de todos os abortos são realizados em países em desenvolvimento e os restantes 22% em países desenvolvidos.
Legalidade dos abortos
Aproximadamente 97 países, com cerca de 66% da população mundial, têm leis que em essência permitem o aborto induzido. Noventa e três países, com cerca de 34% da população, proíbem o aborto ou permitem o aborto apenas em situações especiais como deformações do feto, violações ou risco de vida para a mãe. Todos os anos cerca de 26 milhões de mulheres realizam abortos legais, enquanto que 20 milhões de abortos são realizados em países onde esta prática é restringida ou proibida por lei.
(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)

fonte: aborto.aaldeia.net  

Aborto: escolha de quem?


Não existem garantias do que a escolha de abortar é uma decisão da mulher que se submete a este procedimento. O argumento baseado na premissa que a liberalização do aborto dá à mulher possibilidade de escolha pode ser, em alguns casos, enganoso. Num livro publicado em 2002 (1), o Dr. Reardon (com inúmeros estudos publicados em jornais científicos sobre assuntos relacionados com o aborto) menciona que 52% das mulheres nos EUA que sofrem de trauma pós-aborto referem ter sido forçadas por outros a fazer um aborto que não desejavam. Ainda que o aborto por coação continue punível por lei, a participação desta ocorrência por parte da vítima acaba por não acontecer, como geralmente ocorre em casos de violência doméstica. Direito das mulheres à escolha? Nem sempre.
Ainda nos EUA, os relatórios de uma entidade designada de National Abortion Federation, com várias clínicas de aborto espalhadas no país, mostram que uma em cada cinco mulheres que procurou serviço nas suas clínicas se opunha moralmente ou filosoficamente ao aborto (2). Porque motivo, então, se sujeitaram a ele?
Alguns investigadores da Universidade de Hong Kong realizaram um estudo comparativo de violência doméstica entre mulheres que procuravam o aborto, com outras pacientes de ginecologia (3) e verificaram que a prevalência de abuso ao longo da vida do grupo que procura aborto foi significativamente mais elevado (27,3%) do que nas pacientes gerais de ginecologia (8,2%). Os resultados sugerem que a violência doméstica pode estar por detrás de uma decisão de abortar.
A ligação entre a violência doméstica e a incidência do aborto tem sido alvo de estudo nas últimas décadas. Um estudo (4) realizado nos EUA entre 2500 mulheres que usufruíam de apoio financeiro mostrou que:
Entre as mulheres que se sujeitaram ao aborto
  • 22,7% referiram ter sido sujeitas a abusos físicos enquanto crianças
  • 23,6% referiram ter sido abusadas sexualmente enquanto crianças
  • 23,3% referiram ter um parceiro violento
Entre as mulheres que nunca se sujeitaram a um aborto
  • 10,7% referiram ter sido sujeitas a abusos físicos enquanto crianças
  • 7.8% referiram ter sido abusadas sexualmente enquanto crianças
  • 11.8% referiram ter um parceiro violento
Vários estudos parecem indicar a existência de uma ligação entre o aborto e um passado ou presente marcado pela violência. A existir esta ligação, mulheres nestas condições necessitam de uma ajuda que a simples despenalização do aborto não pode fornecer. Despenalizar ou legalizar o aborto pode, em alguns casos, lançar um olhar permissivo ao abuso das mulheres.
1. Reardon, D. (2002). Aborted Women, Silent No More. Acorn Books, Springfield, IL.
2. Woo, J., 1994. Abortion Doctor’s Patients Broaden Suits, Wall Street Journal, pp. B12 (October, 28).
3. Leung, T.W., Leung, W.C., Chan, P.L. and Ho, P.C. (2002). A comparison of the prevalence of domestic violence between patients seeking termination of pregnancy and other general gynecology patients. International Journal of Gynecology & Obstetrics 77(1):47-54.
4. Russo, N.F. and Denious, J.E. (2001). Violence in the lives of women having abortions: Implications for practice and public policy. Professional Psychology-Research and Practice 32(2):142-150.
(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)

fonte: aborto.aaldeia.net

O argumento do aborto clandestino


Alega-se habitualmente que a despenalização do aborto é necessária para acabar com as mortes que o aborto clandestino provoca.
Sobre isto diga-se o seguinte:
1. Quando se faz uma lei deve-se ter em conta o que é justo, ou antes a conveniência dos que infringem a lei?
O governo espanhol deve proteger a vida de todas as pessoas, ou deveria ter autorizado a circular em veículos blindados aqueles jovens suicidas que entravam nas auto-estradas fora de mão, de forma a que eles pudessem matar as outras pessoas sem risco?
Quantos criminosos são mortos em tiroteio com a polícia? Será isso motivo para legalizar os seus crimes?
O governo italiano deve proteger a vida de todas as pessoas ou deve antes dar condições a certos grupos mafiosos para que estes, nos célebres ajustes de contas, possam matar os grupos rivais sem que a sua vida corra perigo?
Quantos reféns e mortos resultam de assaltos a bancos? Devemos legalizar o assalto a bancos?
Todas estas analogias podem ser invalidadas provando que o bebé antes de nascer (ou antes das 20 semanas, ou das 12, ou…) não é pessoa. Mas onde está a prova, se todas as tentativas que se fizeram nesse sentido (gradualismo, não se sabe, funcionalismo) não chegaram sequer a convencer os próprios defensores do aborto?!?
Além do mais a questão é muito simples: o aborto é aceitável ou não? Se o aborto é aceitável, a sua legalização resulta do facto de ele ser aceitável. Se o aborto é inaceitável, como podemos aceitá-lo?
2. O argumento do aborto clandestino baseia-se numa série de premissas que a seguir se discutem:
«O aborto só é perigoso quando é feito sem condições de higiene e por pessoal incompetente. Se o aborto fosse feito em hospitais e por pessoal competente, não haveria mortes.»
a) Esta premissa é completamente falsa! O aborto é um ataque medonho à saúde da mulher que aborta:
“Poucos riscos em obstetrícia são tão certos como aqueles a que a grávida se expõe quando aborta após a décima quarta semana de gravidez.” (Cf. Duenhoelter & Grant, “Complications Following Prostaglandin F-2A Induced Midtrimester Abortion,” Amer. Jour. OB/GYN, vol. 46, no. 3, Sept. 1975, pp. 247-250)
“Uma das razões que mais frequentemente levam as mulheres à urgência de ginecologia, são abortos feitos em clinicas de aborto legais.” (Cf. L. Iffy, “Second Trimester Abortions,” JAMA, vol. 249, no. 5, Feb. 4, 1983, p. 588.)
E quais são os problemas a que a mulher se sujeita quando aborta? Entre outros podem-se referir: 20% gravidez ectópica (numa gravidez “desejada” posterior), 8% infertilidade, 14% aborto expontâneo (numa gravidez “desejada” posterior), 5% parto prematuro (numa gravidez posterior), e muitas outras (como hemorragias, febres, coma e morte).
A coroar tudo isto, descobriu-se recentemente que uma mulher aborta hoje e morre daqui a dez anos com um cancro da mama que nunca teria. Só nos EUA morrem 10 000 mulheres [http://www.prolife.org/ultimate/feature.html] por ano com cancro provocado por um aborto. São dez mil mortes reais, dez mil dramas genuínos, que resultaram de uma lei que visava impedir as cinco mil mortes que os pró-aborto diziam resultar de abortos clandestinos, mas que mais tarde reconheceram ser um número forjado e sem nenhum fundamento. (É preciso recuar até aos tempos em que não havia penincilina, para se encontrar nos EUA mil mortes resultantes do aborto).
Por causa de cinco mil mortes inventadas por pessoas mentirosas e sem escrúpulos, morrem hoje dez mil mulheres com um cancro que nunca teriam; outras suicidam-se no dia em que o seu filho abortado deveria nascer, outras morrem durante o aborto, outras morrem na sequência de hemorragias e infecções; algumas mais morrem na sequência de uma gravidez ectópica não assistida, outras ainda ficam estéreis ou inférteis, e todas as que sobrevivem carregam amargamente um drama que se abate sobre marido, pais, família e amigos. Se para a saúde física o aborto é pavoroso, se do ponto de vista psicológico o aborto é medonho, do ponto de vista familiar e de relações sociais é um completo desastre!
b) Nos países que têm aborto legal há mais anos nota-se que o estigma que recai sobre os abortadores não diminui. Consequentemente, a médio prazo, só se dedicam ao aborto os médicos medíocres, sem grandes capacidades, aqueles que não conseguem mais nada… Pelo que acabamos muito perto do que se pretendia evitar: abortos feitos por incompetentes!
«As mulheres sofrem e morrem em abortos legais em parte porque o aborto é inerentemente perigoso, é um ataque violento, e em parte porque as pessoas que se dedicam a fazer abortos podem ser tão perigosos para a saúde das mulheres como alguns dos infames abortadores de vão-de-escada». (Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chicago, Loyola University Press, 1987.)
«Os abortos clandestinos são feitos sem condições de higiene e por pessoal incompetente»
a) Que dados fiáveis sobre a situação portuguesa existem? Concretamente: Quais são as qualificações académicas dos abortadores em Portugal? Quantos abortos clandestinos há? Quantos são feitos em caves fétidas? Será que a maioria dos abortadores clandestinos são funcionários de hospitais (médicos, enfermeiros, etc)? Ou será que só fazem abortos os mais rematados analfabetos porque todas as pessoas que percebem do assunto preferem ficar fora do negócio?! Quantos abortos são feitos por médicos competentes em clínicas e hospitais? Quantas mulheres chegam por dia às urgências dos hospitais com complicações resultantes de uma aborto clandestino? Já viu algum estudo que responda a tudo isto?
b) Alega-se a necessidade de despenalizar o aborto, pois todas as pessoas sabem que os abortos clandestinos são feitos por pessoal incompetente e sem condições sanitárias, mas ao mesmo tempo ninguém considera possível uma análise científica destas certezas porque, pela sua clandestinidade, ninguém sabe onde eles se fazem nem por quem! Ou seja, toda a gente sabe aquilo que ninguém consegue estudar!
«A despenalização do aborto acaba com o aborto clandestino»
a) Em 1984 legalizou-se -ou despenalizou-se- o aborto para acabar com o aborto clandestino. Acabou ou não? Se acabou, então não há aborto clandestino! Se não acabou, então está provado que a legalização não acaba com o aborto clandestino!
b) A legalização do aborto implica -só!!- que o aborto passa a ser legal! Não implica, ao contrário do que se pretende fazer crer, que todas as mulheres vão passar a recorrer ao aborto legal! Umas o farão mas outras nem tanto!
Todos os defensores do aborto estão convidados a apresentar um país -um único!- onde a legalização do aborto tenha acabado com o aborto clandestino. No caso de não conseguirem, expliquem-nos então porque invocam o aborto clandestino a seu favor.
c) E expliquem mais isto: nos países em que o aborto é proibido, as forças pró-aborto clamam contra as mortes causadas pelo aborto clandestino. Nos países onde o aborto é permitido até às 12 semanas, as forças pró-aborto clamam contra as mortes em abortos clandestinos depois das 12 semanas. Com argumentos destes, tendo sempre o cuidado de nunca verificar a veracidade das mortes alegadas, pode-se legalizar o aborto até aos nove meses! É isso que se pretende? Se é, porque o não dizem claramente? Se não é, como pensam parar o processo? Por acto de fé?
d) Se algumas mulheres morrerem na sequência do aborto do seu filho de 35 semanas, isso será motivo para legalizar o aborto até às 35 semanas? Porque é que a morte num aborto clandestino até às 12 semanas legitima a legalização do aborto até ás 12 semanas, e a morte na sequência de um aborto às 35 não legitima a legalização do aborto até às 35 semanas?
e) E já agora registe-se:
O aborto na Índia é legal há 25 anos e por cada aborto legal fazem-se dez clandestinos. Como se explica isto? Quem garante que não acontecerá o mesmo em Portugal?
Todos os estudos que se seguem provaram que, depois da legalização, o aborto clandestino não diminui de forma significativa:
(Inglaterra: Brit. Med. Jour., May 1970, 1972, e Lancet, Mar. 1968;
Japão: Asahi Jour., Oct. 16, 1966;
Hungria: International Jour. of OB/GYN, May 1971;
EUA: Amer. Jour. of Public Health, No. 1967. )
Quem nos garante que em Portugal será diferente?
f) Além do mais, este argumento supõe uma enorme simplificação sociológica… ou uma estratégia definida!…
Alguém no seu juízo perfeito acredita que uma rapariga da província vai abortar ao hospital da terra, quando sabe que o pai ou a prima ou a vizinha trabalham lá? Ou quando pode encontrar nos corredores do hospital dez ou vinte pessoas da sua aldeia? E para a rapariga se deslocar a duzentos ou trezentos quilómetros, para abortar sem perigo de ser reconhecida, é necessário que o aborto lhe seja feito sem demora; quer dizer, é preciso que o aborto esteja muito facilitado, livre e a pedido, pois não há condições -nem de tempo nem geográficas nem humanas- para apurar se se verificam os pressupostos de uma lei do aborto…
E se o resultado final que se pretende -e que já se prevê!- é o aborto livre, o aborto a pedido, porque não há a honestidade de o defender claramente? Porque insistem os pró-aborto em empurrar a lei, suavemente, calmamente, sem dor, como se todas as pessoas fossem ovelhas estúpidas arrastadas ao matadouro?
«Depois da despenalização só aborta legalmente quem abortaria clandestinamente».
a) Num estudo realizado nos EUA, 72% das mulheres interrogadas afirmaram categoricamente que se o aborto fosse ilegal nunca o teriam feito. As restantes exprimiram dúvidas sobre se o teriam feito ou não. Somente 4% das interrogadas afirmaram que teriam feito o aborto ainda que ele fosse ilegal. (Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chicago, Loyola University Press, 1987.)
b) Mostra a experiência dos outros países que, depois de legalizado ou despenalizado, os números do aborto disparam para valores nunca vistos.
Portanto, o deputado ao aprovar uma lei do aborto não está –como já se viu– a votar o fim do aborto clandestino: está a votar a favor da morte de bebés que de outra forma viveriam! O deputado pode ignorar isso ou pode sabê-lo mas preferir silenciá-lo. A verdade, porém, é que o seu voto levou a que fossem torturadas até à morte crianças que de outra forma não morreriam. À volta de 72% das crianças que forem mortas ao abrigo da sua lei, não morreriam no caso de o seu voto ser distinto.
«A penalização do aborto não acaba com o aborto»
a) Pois não! E a penalização do roubo acabou com o roubo? E a penalização da violação acabou com as violações? Ou será que devemos legalizar a violação?
b) Estudos sobre a psicologia da moralidade revelam que a lei é, verdadeiramente, um guia. Uma das conclusões mais significativas desses estudos mostra que as leis que existem, junto com os costumes, são o critério mais importante quando se trata de decidir o que é certo ou errado. A maioria das pessoas olha para a lei como um guia moral. Neste momento a lei está a ensinar que o aborto é moral e presumivelmente uma solução eficaz para solucionar os problemas que decorrem duma gravidez indesejada. Como resultado estão a ser destruídas milhões de crianças, e um número igual de mulheres estão a ser violentadas física e emocionalmente, enquanto que a compaixão da sociedade por ambas está a ser erodida. (Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chicago, Loyola University Press, 1987.)
(Juntos pela Vida)

fonte:  aborto. aaldeia. net

CARTA DE UM BÊBE (DIGA NÃO AO ABORTO)
 Oi mamãe, tudo bom?Eu estou bem, graças a Deus faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha.Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe, outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido.Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo !!!!!!Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido, e já começo a ver como omeu corpinho começa a se formar, quer dizer,não estou tão lindo como você,mas me dê uma oportunidade !!!!!!Estou muito feliz!!!!!!Mas tem algo que me deixa preocupado...Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem,isso vai passar, não se desespere.Mamãe, já passaram dois meses e meio, estou muito feliz com minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar...Mamãezinha me diga o que foi?Por que você chora tanto todas as noites??Porque quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro?Vocês não me querem mais ou o que?Vou fazer o possível para que me queiram... Já passaram 3 meses, mamãe, te noto muito deprimida, não entendo que está acontecendo, estou muito confuso. Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita amanhã. Não entendo, eu me sinto muito bem....por acaso você se sente mal mamãe?
Mamãe, já é dia, aonde vamos?O que está acontecendo mamãe??Porque choras??Não chore, não vai acontecer nada... Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas. Hei !!!!!! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha??É um brinquedo novo??Olha !!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa??Mamãe !!!!Espere, essa é a minha mãozinha!!!!Moço, porque a arrancou??Não vê que me machuca??Mamãe, me defenda !!!!!!Mamãe, me ajude !!!!!!!!Não vê que ainda sou muito pequeno para me defender sozinho??Mãe, a minha perninha, estão arrancando.Diga para eles pararem,juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar.Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só ...

O que é o aborto?


Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares. Pode ser espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg ou 20 semanas de gestação é considerado abortado.

Aborto espontâneo

aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto involuntário ou "falso parto". Calcula-se que 25% das gestações terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez. A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre, são distúrbios de origem genética.
Em cerca de 70% dos casos, esses embriões são portadores de anomalias cromossômicas incompatíveis com a vida, no qual o ovo primeiro morre e em seguida é expulso. Nos abortos do segundo trimestre, o ovo é expulso devido a causas externas a ele (incontinência do colo uterino, mal formação uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma, infecções do embrião e de seus anexos).

Aborto provocado

Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina. Em função do período gestacional em que é realizado, emprega-se uma das quatro intervenções cirúrgicas seguintes:
  • A sucção ou aspiração;
  • A dilatação e curetagem;
  • A dilatação e expulsão;
  • Injeção de soluções salinas.
Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher. Imagem de um Feto. O método clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método moderno por aspiração uterina (método de Karman) só utilizável sem anestesia para gestações de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois desse prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador elétrico.

Aborto no Brasil

No Brasil, o aborto voluntário será permitido quando necessário, para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez for resultante de estupro. O aborto, fora esses casos, está sujeito a pena de detenção ou reclusão.
Número de abortos por cada 1000 mulheres grávidas.

Fetos sentem dor durante o aborto

O aborto pode causar dor em fetos ainda pouco desenvolvidos, acreditam pesquisadores do Hospital Chelsea, em Londres. Segundo a responsável pela pesquisa, Vivette Glover, fetos podem ser capazes de sentir dor já a partir da décima-sétima semana de gestação. Por isso, diz ela, médicos britânicos estão estudando a possibilidade de anestesiar o feto durante intervenções para interrupção da gravidez.
O estudo contraria a versão da entidade que reúne obstetras e ginecologistas do Reino Unido, o Royal College of Obstretics and Gynacologists. Para a organização, só há dor depois de 26 semanas.
Mão de feto com 3 meses:
Mão de feto com 3 meses.

Feto com 14 semanas:
Feto com 14 semanas.

Anestesia no aborto

Para Vivette Glover, pesquisas sugerem que o desenvolvimento do sistema nervoso ocorre mais cedo do que se imaginava.
Existem evidências de que o sistema nervoso se desenvolve a partir de 20 semanas de gestação ou talvez até depois de 17 semanas. Já que há a possibilidade de dor, nós deveríamos dar ao feto o benefício da dúvida", diz ela, que conclui defendendo a utilização de anestesia. Ela pondera, porém, que a dor dos fetos é provavelmente menos intensa.
A teoria ganhou apoio de entidades contrárias a realização de abortos. "É mais uma prova de que a vida humana começa no momento da concepção", diz Kevin Male, da organização britânica Life.

Curiosidades

  • Na Alemanha nazista o aborto era proibido por que era dever da mulher fornecer filhos para o III Reich
  • Os gregos permitiam o aborto, mas os romanos o puniam com pena de morte.
  • O primeiro país a permitir aborto no prazo de 28 semanas foi a Inglaterra, tornando-se atração turística para feministas.

Países e o aborto

Veja abaixo, países que não permitem o aborto, exceto quando há risco para a vida da mãe (primeiro quadro), países que permitem o aborto, mas com restrições (segundo quadro) e países que permitem o aborto (terceiro quadro).
Países que não permitem o aborto, exceto quando há risco para a mãe.   Permite o aborto, mas com restrições.Países que permitem o aborto.

FONTE: WEB CIENCIA.COM