Mostrando postagens com marcador SEXUALIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SEXUALIDADE. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ejaculação precoce, como cuidar?


Ejaculação precoce

Ejaculação precoce (EP) é a que ocorre antes ou logo após a penetração (01 a 03 minutos), involuntariamente, fugindo do controle do homem. A definição também pode basear-se no número de movimentos de penetração (10 a 15 movimentos) ou no número de vezes que a parceira obtém o orgasmo (no mínimo 50% das vezes). Tal incapacidade de retardar o orgasmo frustra tanto o homem quanto sua parceira, visto que a duração da relação torna-se insuficiente para que ela obtenha seu orgasmo.

Causas da Ejaculação Precoce

   É uma condição bastante comum e sua ocorrência é certamente maior do que os estimados 30% dos homens. Pode ocorrer ocasionalmente, o que é normal, ou repetir-se indefinidamente levando a transtornos do relacionamento sexual. As causas da Ejaculação Precoce são quase sempre de origem emocional e incluem:

   1- Superestimulação.
   2- Ansiedade sobre o desempenho sexual.
   3- Insegurança.
   4- Inexperiência ou falta de aprendizado relativo ao conhecimento ou percepção das sensações que antecedem o orgasmo.
   5- Reflexo condicionado a partir das primeiras experiências sexuais onde a rápida ejaculação era uma necessidade da situação ou encorajada pela parceira.

   É bastante comum a não ocorrência da Ejaculação Precoce durante a masturbação, comprovando o caráter emocional da condição. O homem acometido de Ejaculação Precoce deverá ser investigado pelo urologista para que as raras causas orgânicas tais como inflamações do pênis, próstata e uretra posterior sejam excluídas. O tratamento varia de caso para caso e inclui desde o uso de medicamentos, até a psicoterapia, passando por exercícios sexuais e orientações comportamentais. A compreensão, cooperação e ajuda da parceira no tratamento são fundamentais.

Como tratar a Ejaculação Precoce?

   Em qualquer caso, o método "stop-start" (parar-começar) e a técnica do "aperto" dão bons resultados e devem ser tentados antes das outras formas de tratamento.

   I - O método do stop-start objetiva familiarizar o homem com as sensações que antecedem o seu orgasmo. Sua parceira deverá masturbar-lhe enquanto ele se concentra em suas sensações. Quando sentir que o orgasmo se aproxima, pedirá à parceira que pare a estimulação até que a tensão sexual se dissipe, quando a parceira então recomeça a estimulação e assim por diante. O exercício deverá ser repetido algumas vezes antes da ejaculação. Quando o casal perceber que conseguiu aprender, dominar e controlar as sensações, deverá praticar o mesmo exercício com penetração. Inicialmente, com o homem deitado de costas e parceira por cima, sentada; seguem-se os mesmos exercícios na posição lateral (casal lado a lado) e, finalmente, com o homem por cima.

   II - A técnica do aperto inicia-se com a parceira estimulando manualmente o homem enquanto ele se concentra em suas sensações. Quando sentir que o orgasmo se aproxima pedirá à parceira que pare a estimulação e aperte a glande (cabeça do pênis) entre o polegar e os dedos indicador e médio durante 03 segundos. O aperto deve ser firme, sem causar dor e, geralmente, elimina temporariamente o desejo de ejacular. A técnica deverá ser repetida várias vezes para que as preliminares possam durar algum tempo, sem que haja ejaculação. Quando o casal perceber que conseguiu aprender, dominar e controlar as sensações, deverá praticar o mesmo exercício com penetração. Inicialmente, com o homem deitado de costas e parceira por cima, sentada; quando o homem sentir a proximidade do orgasmo, deverá retirar o pênis e apertá-lo conforme descrito. Cessada a sensação de proximidade do orgasmo, reintroduzirá o pênis recomeçando o exercício que deverá ser repetido algumas vezes antes da ejaculação.

   Ambas as técnicas são eficientes para o controle da Ejaculação Precoce e qualquer das duas que for a escolhida, deverá ser empregada por no mínimo 03 meses, a não ser que os bons resultados apareçam antes. Existem outras orientações ou "truques" que podem ser tentados:

   - Jamais faça sexo se não estiver com vontade. Não o faça, por exemplo, por achar que a parceira está querendo e se você não manifestar interesse ela poderá pensar que você tem outra ou ela não mais lhe excita.
   - Procure fazer sexo nas posições que lhe sejam menos estimulantes.
   - Use camisinha para reduzir a sensibilidade.
   - Obtenha um orgasmo antes da penetração. Peça que a parceira lhe masturbe. Aguarde um tempo adequado até obter nova ereção. Excite a parceira até próximo do clímax. Só então penetre.
Dr. Cálide Soares Gomes
Professor de Urologia da UFMA - Membro Titular da SBU - Membro Efetivo da CAU

fonte: toque feminino.com

Como chegar ao orgasmo?


12 Dicas para chegar ao Orgasmo



Dicas para chegar ao orgasmo

Muitas mulheres ainda reclamam da falta de orgasmo, de que muito dificilmente ou nunca consegue chegar ao orgasmo. Umas só têm sozinhas, outras nem mesmo sós.

Entre as razões possíveis, está a inibição. Vergonha do seu próprio corpo, de se tocar ou de pedir para o parceiro tocá-la podem estar dificultando a fluidez do orgasmo. Além disso, tratar o sexo como algo incomum atrapalha o "prazer supremo". Em outras palavras, sentir-se inibida diante do assunto sexo e a falta de naturalidade para fazer sexo gera tensão, e tensão não combina com prazer, consequentemente a mulher nestas circunstâncias não consegue chegar ao orgasmo.

A seguir, enumeraremos 12 dicas para chegar ao orgasmo, sozinha ou acompanhada!

Sozinha:

Dica 1: Conheça seus pontos eróticos. Em casa, toque-se. Faça isto durante o banho ou na hora de dormir. São os momentos em que mais estamos relaxadas que propiciam ou facilitam o orgasmo.

a) No banho: passe óleo de banho em todo o seu corpo, de baixo para cima, sem tocar no seu órgão sexual e nem nos seios. Procure diferentes pontos. Deixe sua mão escorregar por todo o seu corpo e veja onde mais a excita.

b) Na cama: toque em seus seios e nos locais que tenha encontrado no banho. Depois, desça a mão devagarinho até o clitóris e toque suavemente. Brinque com ele.

Dica 2: Compre um vibrador e um lubrificante. Coloque o lubrificante no vibrador e faça massagem, com o aparelho, no clitóris. Pode ser com pilha ou sem pilha. Se for sem pilha, você terá que fazer os movimentos. Faça movimentos circulares e de baixo pra cima. Depois, penetre o vibrador em sua vagina, lentamente e depois com mais rapidez e força. Relaxe e aproveite, vá conhecendo seu corpo e treinando sua mente até conseguir chegar ao orgasmo!

Acompanhada:

Dica 3: Se você está com seu parceiro, peça para que ele prolongue as preliminares. Não tenha vergonha de pedir para ele tocar nos pontos mais excitantes, que você encontrou, do seu corpo.

Dica 4: Descubra se ele desejaria fazer sexo oral em você. Se há muita intimidade entre vocês, peça para ele fazê-lo e aproveite ao máximo. Esqueça tudo e se concentre na sensação que ele está te proporcionando. Pense apenas em uma coisa: na sua vagina.

Dica 5: Estrias e celulites? Esqueça-as para sempre! Esqueça que existe orgasmo e que até agora você não conseguiu tê-lo. Não fique pensando :"tenho que ter orgasmo, tenho que ter orgasmo". No ato sexual, esqueça do seu parceiro. A melhor forma de atingir o orgasmo, para quem tem dificuldade, é pensar só em si. Pense que ele está ali para fazer o que você quiser. Para apimentar, faça a brincadeira da dominação: você é dominadora e ele o escravo! A função dele, neste momento, é dar prazer, te fazer chegar ao orgasmo.

Dica 6: Concentre-se em suas sensações, pense no que você está sentindo naquele exato momento. A CONCENTRAÇÃO é fundamental para chegar ao orgasmo.

Atenção! Nas dicas anteriores, usou-se a frase "a função dele, neste momento, é dar prazer". Isto não significa que você deve ficar esperando ele te dar orgasmo. Você é responsável por isto, apenas você. Ele está ali para AUXILIÁ-LA. Não adianta ele fazer tudo para te ajudar e, enquanto isso, você fica pensando "Será que ele está me achando gorda?" "E as celulites? Ah não, nessa posição minhas celulites ficam à mostra!", ou coisas desse tipo. Se você não agir como responsável pelo seu orgasmo, nunca terá um.

Dica 7: Você não tem que dar prazer a ele. Ele já estará fazendo isso para si. Então, faça o mesmo. Não se preocupe se você é ou não boa de cama.

Dica 8: Libere-se de seus preconceitos e experimente o que você sente vontade de fazer. Seu parceiro, provavelmente, adorará novidades. Libere sua fantasia sexual.

Dica 9: Se mudar de posição não a agrada e a deixa tensa, avise-o antes mesmo de iniciar o ato, ou na hora mesmo, como queira. Há muitas mulheres que não conseguem chegar ao orgasmo porque o parceiro adora acrobacias...

Dica 10: Entre as posições sexuais, uma é indicada pela maioria das mulheres para chegar ao orgasmo. Deite-o de frente para você, peça para ele fechar as pernas e sente-se nele, encaixando. Faça movimentos que o clitóris seja esfregado na região pubiana dele. O melhor movimento é: com o pênis todo dentro da vagina, tencione seu corpo pra frente (em direção ao rosto dele) e para trás (em direção aos pés dele), movimentos repetidos, esfregando o clitóris nele. Esta é a posição na qual você fica em cima.

Dica 11: Faça sexo pela manhã, ao acordar. Quanto mais relaxada, mais fácil de chegar ao prazer máximo. No mesmo sentido, faça sexo após o banho, depois de uma seção de massagem...

Sozinha ou acompanhada:

Dica 12: Você pode fazer junto com ele ou quando ele estiver dormindo. No motel, escolha um quarto que tenha hidromassagem. Lá, encha o banheira, ligue a hidro e sente-se bem próxima à saída de água com pressão. Apoie suas pernas do lado de fora, ou seja, faça com que a pressão da água atinja seu clitóris. Primeiro, não fique muito perto, equilibre-se e chegue mais perto. A força da água irá tocar no seu clitóris e te dará muito prazer. Quanto mais perto, mais força sentirá e, consequentemente, mais fácil será chegar ao orgasmo.



fonte: toque feminino.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ABUSO SEXUAL INFANTIL


Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças que se vê nas estatísticas, seja quantos milhares forem, devemos ter em mente que, de fato, esse número pode ser bem maior. A maioria desses casos não é reportada, tendo em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser devastador.
O abuso sexual às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido.
Em tese, define-se Abuso Sexual como qualquer conduta sexual com uma criança levada a cabo por um adulto ou por outra criança mais velha. Isto pode significar, além da penetração vaginal ou anal na criança, também tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os genitais do adulto ou de outra criança mais velha, ou o contacto oral-genital ou, ainda, roçar os genitais do adulto com a criança.
Às vezes ocorrem outros tipos de abuso sexual que chamam menos atenção, como por exemplo, mostrar os genitais de um adulto a um criança, incitar a criança a ver revistas ou filmes pornográficos, ou utilizar a criança para elaborar material pornográfico ou obsceno

   A Criança Abusada
Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética e moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter habilidade diante desse tipo de estimulação.
A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar profunda sensação de solidão e abandono.
Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo.
A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-se muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar a considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa que abusa ameaçar de violência se a criança negar-se aos seus desejos.
Algumas crianças abusadas sexualmente podem ter dificuldades para estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar em adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para a prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos.
Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente, principalmente se o abusador é alguém da família.
Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o abusador estiver perto.
O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir:
1.Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual;
2.Problemas com o sono ou pesadelos;
3.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;
4.Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;
5.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;
6.Negar-se a ir à escola,
7.Rebeldia e Delinqüência;
8.Agressividade excessiva;
9.Comportamento suicida;
10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;
11. Retirar-se ou não querer participar de esportes;
12. Respostas ilógicas (para-respostas) quando perguntamos sobre alguma ferida em seus genitais;
13. Temor irracional diante do exame físico;
14. Mudanças súbitas de conduta.
  Algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores de Transtorno de Conduta severo fantasiam e criam falsas informações em relação ao abuso sexual.
  Quem é o Agressor Sexual
Mais comumente quem abusa sexualmente de crianças são pessoas que a criança conhece e que, de alguma forma, podem controla-la. De cada 10 casos registrados, em 8 o abusador é conhecido da vítima. Esta pessoa, em geral, é alguma figura de quem a criança gosta e em quem confia. Por isso, quase sempre acaba convencendo a criança a participar desses tipos de atos por meio de persuasão, recompensas ou ameaças.
Mas, quando o perigo não está dentro de casa, nem na casa do amiguinho, ele pode rondar a creche, o transporte escolar, as aulas de natação do clube, o consultório do pediatra de confiança e, quase impossível acreditar, pode estar nas aulas de catecismos da paróquia. Portanto, o mais sensato será acreditar que não há lugar absolutamente seguro contra o abuso sexual infantil.
Segundo a Dra. Miriam Tetelbom, o incesto pode ocorrer em até 10% das famílias. Os adultos conhecidos e familiares próximos, como por exemplo o pai, padrasto ou irmão mais velho são os agressores sexuais mais freqüentes e mais desafiadores. Embora a maioria dos abusadores seja do sexo masculino, as mulheres também abusam sexualmente de crianças e adolescentes.
Esses casos começam lentamente através de sedução sutil, passando a prática de "carinhos" que raramente deixam lesões físicas. É nesse ponto que a criança se pergunta como alguém em quem ela confia, de quem ela gosta, que cuida e se preocupa com ela, pode ter atitudes tão desagradáveis.
  A Família da Criança Abusada Sexualmente  
A primeira reação da família diante da notícia de abuso sexual pode ser de incredulidade. Como pode ser comum crianças inventarem histórias, de fato elas podem informar relações sexuais imaginárias com adultos, mas isso não é a regra. De modo geral, mesmo que o suposto abusador seja alguém em quem se vinha confiando, em tese a denúncia da criança deve ser considerada.
Em geral, aqueles que abusam sexualmente de crianças podem fazer com que suas vítimas fiquem extremamente amedrontadas de revelar suas ações, incutindo nelas uma série de pensamentos torturantes, tais como a culpa, o medo de ser recriminada, de ser punida, etc. Por isso, se a criança diz ter sido molestada sexualmente, os pais devem fazê-la sentir que o que passou não foi sua culpa, devem buscar ajuda médica e levar a criança para um exame com o psiquiatra.
Os psiquiatras da infância e adolescência podem ajudar crianças abusadas a recuperar sua auto-estima, a lidar melhor com seus eventuais sentimentos de culpa sobre o abuso e a começar o processo de superação do trauma. O abuso sexual em crianças é um fato real em nossa sociedade e é mais comum do que muita gente pensa. Alguns trabalhos afirmam que pelo menos uma a cada cinco mulheres adultas e um a cada 10 homens adultos se lembra de abusos sexuais durante a infância.
O tratamento adequado pode reduzir o risco da criança desenvolver sérios problemas no futuro, mas a prevenção ainda continua sendo a melhor atitude. Algumas medidas preventivas que os pais podem tomar, fazendo com que essas regras de conduta soem tão naturais quanto as orientações para atravessar uma rua, afastar-se de animais ferozes, evitar acidentes, etc. Se considerar que a criança ainda não tem idade para compreender com adequação a questão sexual, simplesmente explique que algumas pessoas podem tentar tocar as partes íntimas (apelidadas carinhosamente de acordo com cada família), de forma que se sintam incomodadas.
1.Dizer às crianças que "se alguém tentar tocar-lhes o corpo e fazer coisas que a façam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa e conte em seguida o que aconteceu."
2.Ensinar às crianças que o respeito aos maiores não quer dizer que têm que obedecer cegamente aos adultos e às figuras de autoridade. Por exemplo, dizer que não têm que fazer tudo o que os professores, médicos ou outros cuidadores mandarem fazer, enfatizando a rejeição daquilo que não as façam sentir-se bem.
3.Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos.
4.Advertir as crianças para nunca aceitarem convites de quem não conhecem.
5.A atenta supervisão da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual pois, muito possivelmente, ela não separa as situações de perigo à sua segurança sexual.
6.Na grande maioria dos casos os agressores são pessoas conhecem bem a criança e a família, podem ser pessoas às quais as crianças foram confiadas.
7.Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental.
8.Estar sempre ciente de onde está a criança e o que está fazendo.
9.Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar as crianças quando os pais não puderem cuidar disso intensivamente.
10.Se não for possível uma supervisão intensiva de adultos, pedir às crianças que fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens do companheirismo.
11.Conhecer os amigos das crianças, especialmente aqueles que são mais velhos que a criança.
12.Ensinar a criança a zelar de sua própria segurança.
13.Orientar sempre as crianças sobre opções do que fazer caso percebam más intenções de pessoas pouco conhecidas ou mesmo íntimas.
14.Orientar sempre as crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas.
15.Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, gritar e correr em situações de perigo.
16.Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com iniciativas para manter contacto físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam por parte de parentes próximos e amigos.
17.Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o contacto nessas partes chame sua atenção para o fato de algo incomum e estranho estar acontecendo.
ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR
AGRESSOR
No.
%
PAI
77
52
PADRASTO
47
32
TIO
10
8
MÃE
4
4
AVÔ
3
2
PRIMO
2
1
CUNHADO
2
1
TOTAL
145
100
  Que fazer
Uma falsa crença é esperar que a criança abusada avise sempre sobre o que está acontecendo. Entretanto, na grande maioria das vezes, as vítimas de abuso são convencidas pelo abusador de que não devem dizer nada a ninguém. A primeira intenção da criança é, de fato, avisar a alguém sobre seu drama mas, em geral, nem sempre ela consegue fazer isso com facilidade, apresentando um discurso confuso e incompleto. Por isso os pais precisam estar conscientes de que as mudanças na conduta, no humor e nas atitudes da criança podem indicar que ela é vítima de abuso sexual.
Muitos pais se sentem totalmente despreparados e pegos de surpresa quando sua criança é abusada, mas sempre devemos ter em mente que as reações emocionais da família serão muito importante na recuperação da criança.
Quando uma criança confia a um adulto que sofreu abuso sexual, o adulto pode sentir-se muito incomodado e não saber o que dizer ou fazer. Vejamos algumas sugestões (American Academy of Child and Adolescent Psychiatry):
1.Incentivar a criança a falar livremente o que se passou, sem externar comentários de juízo.
2.Demonstrar que estamos compreendendo a angústia da criança e levando muito a sério o que esta dizendo. As crianças e adolescentes que encontram quem os escuta com atenção e compreensão, reagem melhor do que aquelas que não encontram esse tipo de apoio.
3.Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido pois, se ela tiver uma relação muito próxima com quem a abusa, normalmente se sentirá culpada por revelar o segredo ou com muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato.
4.Dizer enfaticamente à criança que ela não tem culpa pelo abuso sexual. A maioria das crianças vítimas de abuso pensa que elas foram a causa do ocorrido ou podem imaginar que isso é um castigo por alguma coisa má que tenham feito.
Finalmente, oferecer proteção à criança, e prometer que fará de imediato tudo o que for necessário para que o abuso termine.
No momento em que esse incidente vem à tona, devemos considerar que o bem estar da criança é a prioridade. Se os familiares estão emocionalmente muito perturbados nesse momento, o assunto deve ser interrompido para que as emoções e idéias possam ser mais bem organizadas. Depois disso, deve-se voltar a tratar do assunto com a criança, explicando sempre que as emoções negativas são dirigidas ao agressor e nunca contra a criança.
Não devemos apressar insensivelmente a criança para relatar tudo de uma só vez, principalmente se ela estiver muito emocionada. Mas, por outro lado, devemos encorajá-la a falar com liberdade tudo o que tenha acontecido, escutando-a carinhosamente para que se sinta confiante. Responda a qualquer pergunta que a esteja angustiando e esclareça qualquer mal entendido, enfatizando sempre que é o abusador e não a criança o responsável por tudo.
Se o abusador é um familiar a situação é bastante difícil para a criança e para demais membros da família. Embora possam existir fortes conflitos e sentimentos sobre o abusador, a proteção da criança deve continuar sendo a prioridade. Abaixo, algumas condutas que devem ser pensadas nos casos de violência sexual contra crianças.
1. Informe as autoridades qualquer suspeita séria de abuso sexual.
2.Consultar imediatamente um pediatra ou médico de família para atestar a veracidade da agressão (quando houver sido concretizada). O exame médico pode avaliar as condições físicas e emocionais da criança e indicar um tratamento adequado.
3.A criança abusada sexualmente deve submeter-se a uma avaliação psiquiátrica por ou outro profissional de saúde mental qualificado, para determinar os efeitos emocionais da agressão sexual, bem como avaliar a necessidade de ajuda profissional para superar o trauma do abuso.
4. Ainda que a maior parte das acusações de abuso sejam verdadeiras, pode haver falsas acusações em casos de disputas sobre a custódia infantil ou em outras situações familiares complicadas.
5. Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade de seu agressor, deve-se preferir métodos indiretos e especiais sempre que possível, tais como o uso de vídeo, afastamento de expectadores dispensáveis ou qualquer outra opção de não ter que encarar o acusado.
6.Quando a criança faz uma confidência a alguém sobre abuso sexual, é importante dar-lhe apoio e carinho; este é o primeiro passo para ajudar no restabelecimento de sua autoconfiança, na confiança nos outros adultos e na melhoria de sua auto-estima.
7.Normalmente, devido ao grande incômodo emocional que os pais experimentam quando ficam sabendo do abuso sexual em seus filhos, estes podem pensar, erroneamente, que a raiva é contra eles. Por isso, deve ficar muito claro que a raiva manifestada não é contra a criança abusada.
  Seqüelas
Felizmente, os danos físicos permanentes como conseqüência do abuso sexual são muito raros. A recuperação emocional dependerá, em grande parte, da resposta familiar ao incidente (Embarazada.Com). As reações das crianças ao abuso sexual diferem com a idade e com a personalidade de cada uma, bem como com a natureza da agressão sofrida. Um fato curioso é que, algumas (raras) vezes, as crianças não são tão perturbadas por situações que parecem muito sérias para seus pais.
O período de readaptação depois do abuso pode ser difícil para os pais e para a criança. Muitos jovens abusados continuam atemorizados e perturbados por várias semanas, podendo ter dificuldades para comer e dormir, sentindo ansiedade e evitando voltar à escola.
As principais seqüelas do abuso sexual são de ordem psíquica, sendo um relevante fator na história da vida emocional de homens e mulheres com problemas conjugais, psicossociais e transtornos psiquiátricos.
Antecedentes de abuso sexual na infância estão fortemente relacionados a comportamento sexual inapropriado para idade e nível de desenvolvimento, quando comparado com a média das crianças e adolescentes da mesma faixa etária e do mesmo meio sócio-cultural sem história de abuso.
Em nível de traços no desenvolvimento da personalidade, o abuso sexual infantil pode estar relacionado a futuros sentimentos de traição, desconfiança, hostilidade e dificuldades nos relacionamentos, sensação de vergonha, culpa e auto-desvalorização, à baixa autoestima à distorção da imagem corporal, Transtorno Borderline de Personalidade e Transtorno de Conduta.
Em relação a quadros psiquiátricos francos, o abuso sexual infantil se relaciona com o Transtorno do Estresse Pós-traumático, com a depressão, disfunções sexuais (aversão a sexo), quadros dissociativos ou conversivos (histéricos), dificuldade de aprendizagem, transtornos do sono (insônia, medo de dormir), da alimentação, como por exemplo, obesidade, anorexia e bulimia, ansiedade e fobias.

fonte: virtual psy.org

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sexualidade feminina

A mulher possui necessidades emocionais e essenciais como o afeto, respeito, e compreensão que precisam ser apreciadas e supridas.
Por uma questão fisiológica a mulher tem condições de possuir um sentimento íntimo bem desenvolvido, o que lhe favorece maior capacidade de vivenciar seu próprio corpo. 
As mudanças hormonais e psicológicas decorrentes do ciclo menstrual fazem com que a mulher estabeleça relações íntimas com seu corpo.
Os aspectos subjetivos ligados a condições psíquicas, culturais e sociais estão intimamente ligados a sexualidade feminina.
Os estágios do ciclo de resposta sexual feminina são desejo, excitação, orgasmo e resolução. Para que as mulheres se sintam sexualmente satisfeitas é necessário desenvolver e completar todos esses estágios.
Patrícia Lopes

fonte: escola brasil

Dia Fértil


Alguns sinais que o corpo apresenta permitem com que seja calculado o dia fértil da mulher.
O período correspondente à ovulação é chamado de período fértil, ocorrendo aproximadamente catorze dias após o primeiro dia da última menstruação, em mulheres cujo ciclo menstrual é de 28 dias. É neste momento que a mulher está mais propensa a engravidar, já que é liberado pelo ovário um ou mais óvulos para serem fecundados pelos espermatozoides. 

É baseado neste princípio que o método da tabelinha é feito. 

Entretanto, mesmo em pessoas de ciclo completamente regulado, não há como prever se a ovulação ocorrerá exatamente neste momento. Assim, caso deseje (ou não) engravidar, pode ser importante que a mulher também se atente a alguns sinais que o organismo aponta. 

Um deles é a temperatura. Quando ovulamos, há um aumento da progesterona na corrente sanguínea, elevando a temperatura em torno de 0,2 a 0,5 graus. Considerando este fato, ao fazer esta medida diariamente, e no mesmo horário, é fácil notar tal alteração. Geralmente este aumento se inicia dois ou três dias antes da ovulação, voltando novamente a seu valor normal após o início do sangramento. Outro indício está relacionado ao muco cervical. Nesta época, ele tende a ser mais espesso, claro, cristalino e elástico; indicando a produção de estrogênio. 

Assim, o período compreendido entre esses eventos e os próximos três dias são os mais propícios para que ocorra uma gravidez. Considerando que o espermatozoide pode sobreviver por até aproximadamente três dias no corpo da mulher, relações sexuais alguns dias antes deste momento também propiciam uma futura gestação.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

fonte: escola brasil

Puberdade


Alterações morfológicas e fisiológicas no organismo.
A puberdade é um período de transição do desenvolvimento humano, correspondente à passagem da fase da infância para a adolescência, circunstanciada por transformações biológicas de âmbito comportamental e corpóreo, conferindo pelo surgimento dos caracteres sexuais secundários diferenciados de acordo com o gênero. 

No organismo masculino tais variações da maturação geralmente ocorrem entre a faixa etária dos 12 aos 14 anos de idade, e para o biótipo feminino esse marco caracteriza-se a partir da primeira menstruação, também denominada de menarca, conferindo maturidade por volta dos 10 aos 13 anos de idade. 

Tais mudanças são coordenas a partir da ação endócrina mediante a atuação de hormônios hipotalâmicos, desencadeando a síntese de hormônios hipofisários, que irão estimular as glândulas sexuais a produzirem respectivamente: testosterona nos testículos (gônada masculina), e estrógeno nos ovários (gônada feminina). 

Contudo, em condições normais os hormônios não são totalmente exclusivos de cada sexo, as glândulas sexuais bem como as supra-renais de ambos os sexos produzem estrógeno e testosterona, em níveis de concentração tolerantes e adequados ao desenvolvimento masculino e feminino.
Os principais caracteres sexuais secundários individuais induzidos à estrutura corpórea humana são: 

Masculino 
- surgimento de pêlos nas regiões axilares (axila), inguinais (pubianos) e torácicos (peito); 
- aumento em volume dos testículos e tamanho do pênis; 
- crescimento de pêlos faciais (barba); 
- oscilação com posterior entonação da voz; 
- alargamento da omoplata (escápula /ombros); 
- desenvolvimento da massa muscular; 
- aumento de peso e estatura; 
- início da produção de espermatozóides. 

Feminino 
- expansão óssea da cintura pélvica (bacia); 
- princípio do ciclo menstrual; 
- surgimento de pêlos nas regiões axilares (axila) e inguinais (pubianos); 
- depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas; 
- desenvolvimento das mamas.
Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia

fonte: escola brasil

Orientação Sexual


Orientação sexual é a atração sexual, afetiva e emocional por outra pessoa.
Antigamente, acreditava-se que todo ser humano deveria ser heterossexual e que a homossexualidade e a bissexualidade eram doenças. Em 1970, foram realizados inúmeros experimentos científicos para comprovar ou não a questão da homossexualidade e da heterossexualidade apontadas até então como doença. Através desses experimentos e ainda de estudos históricos ficou comprovado que a homossexualidade sempre existiu desde o início da humanidade. 

Orientação sexual é o nome dado à atração sexual que um indivíduo sente por outro, independente do sexo que esse possui, podendo ser assexual quando não sente atração sexual por nenhum gênero (sexo feminino ou masculino), bissexual quando sente atração pelos dois gêneros, heterossexual quando sente atração somente pelo gênero oposto, homossexual quando sente atração por indivíduos do mesmo gênero e pansexual quando sente atração por diferentes gêneros (transexuais). 

Apesar de inúmeras hipóteses e de milhares de estudos terem sido realizados com o intuito de descobrir a origem da homossexualidade, por exemplo, não se tem comprovação de como isso ocorre. 

A orientação sexual de indivíduos ainda é tema bastante polêmico, pois a maioria das pessoas associam o sexo somente à reprodução e esse motivo justificaria a relação heterossexual como sendo a correta. Em contrapartida, levando tal associação a ser estudada, pode-se concluir que essa é, no mínimo, contraditória, já que a maioria das relações sexuais entre pessoas do sexo oposto são protegidas com diversos meios contraceptivos com o intuito de impedir a reprodução. 

É importante ressaltar que o texto não faz apologia a nenhum tipo de orientação sexual, mas sim à preservação dos direitos humanos e ao respeito às escolhas particulares de cada indivíduo.
Por Gabriela Cabral

fonte: escola brasil

Como usar a camisinha masculina


Camisinha: um método simples de se evitar a gravidez indesejada e DSTs.
O uso da camisinha, desconsiderando a abstinência sexual, é o único método contraceptivo capaz de prevenir não só a AIDS, mas uma gama de doenças sexualmente transmissíveis; quando utilizada em todas as modalidades sexuais (genital, oral e anal). Assim, compreender como se faz o uso desta é necessário. 

Para garantir a segurança, é importante que o preservativo em questão seja de qualidade, e que não tenha ultrapassado o prazo de vencimento. Além disso, nunca deve ser utilizada vaselina ou outro tipo de óleo para lubrificação: prefira camisinhas que já contenham substâncias especiais para este fim, ou adquira lubrificantes especiais, à base de água. 


Procedimentos de uso: 

A camisinha deve ser colocada quando o pênis estiver ereto, antes da penetração. Para tal, é necessário abrir a embalagem, delicadamente, com as mãos. 

Importante: Nunca utilizar tesoura, dentes ou outros métodos alternativos, uma vez que podem rasgar o preservativo, inutilizando-o.
Após a retirada da embalagem, colocar a camisinha sobre o pênis, sem deixar que entre ar. Como medida de segurança, pressione ou dê uma leve torcida na ponta desta com uma mão; enquanto desenrola a camisinha com a outra mão. O preservativo deve cobrir todo o comprimento do pênis, até sua base (próximo aos pelos).
Importante: também é necessário evitar a entrada de ar enquanto desenrola a camisinha no pênis, já que este propicia seu rompimento. Caso ocorra, deverá ser feita a substituição. 


Após a ejaculação, o preservativo deve ser retirado pela borda, com o pênis ainda ereto. Embrulhe-a em papel higiênico, e descarte o material no lixo.
Importante: dar um nó na abertura da camisinha evita a possível contaminação do lixo, protegendo o ambiente e pessoas que poderão manuseá-lo. Além disso, a camisinha não deve ser jogada no vaso sanitário, pois poderá entupi-lo.
Também vale lembrar: 

- Abrir a embalagem somente quando for utilizá-la. 
- Não utilize mais de uma vez a mesma camisinha. 
- Existem no mercado várias marcas de preservativos que contém espermicida, potencializando ainda mais o efeito contraceptivo desses.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

fonte: escola brasil